Espaço de discussão e reflexão sobre a experiência do olhar e suas reverberações no corpo na construção/remontagem do espetáculo exposição "IN-REAL acontecimentos poéticos" da desCompanhia de dança.

domingo, 26 de agosto de 2012

Varanda

des, compartilho a sensação que ficou no último laboratório na varanda da Casa Selvática.

Na varanda não há destino, cada pessoa abre o seu portal, é um espaço à parte do mundo. Ela fica na divisa entre o externo e o interno. Pisando nela, o tempo é a penumbra e pode ser recriado. Tudo se implode em si mesmo. Nesse lugar desviado da realidade, o mundo é o que decidimos escolher. Enxergar o que não se pode tocar. Negar o que é real. Ousar, avançar e cair no precipício. Asas do Ícaro que se derretem. Nada e tudo se fundem num devir do IN-REAL.

Yiuki Doi

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Balões para Bel

Bel, presenteio uma estampa de camisa que eu fiz quando estagiei numa fábrica de pijamas. A estampa foi inspirada no conto O Balão de Benny do Michael Code. Bom, como você tem trabalhado memórias na Casa Selvática resolvi compartilhar esse conto lindo contigo. Bjsss. Yiuki

Benny tinha setenta anos quando morreu subitamente de câncer, em Wilmette, Illionis. Como sua neta de dez anos, Rachel, nunca tivera oportunidade de dizer adeus, ela chorou durante vários dias. Mas depois de receber um grande balão vermelho em uma festa de aniversário, voltou para casa com uma idéia, uma carta para o vovô Benny, enviada para o céu em seu balão. A mãe de Rachel não teve coragem de dizer não e observou com lágrimas nos olhos o frágil balão subir por entre as árvores que cercavam o jardim e desaparecer. Dois meses depois, Rachel recebeu esta carta com carimbo do correio de uma cidade a 900 quilômetros de distância, na Pensilvânia: "Querida Rachel, Vovô Benny recebeu a sua carta. Ele realmente a adorou. Por favor, entenda que coisas materiais não podem ficar no céu, por isso tiveram que mandar o balão de volta para a Terra, eles só guardam os pensamentos, as lembranças, o amor e coisas desse tipo no céu. Rachel, sempre que você pensar no vovô Benny, ele saberá e estará muito perto, com um amor enorme por você. Sinceramente, Bob Anderson (também um vovô)"

(Autor: Michael Cody)

Extraído do livro "Histórias para Aquecer o Coração"

meninas e balões

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Simulacro IV - contribuições

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Pé de Ju - planta originária do Oriente médio, adapta-se com facilidade em clima tropical e dá flores rosas graúdas com frutos avermelhados, pequenos e adocicados porém com um toque cítrico. Não comestíveis para humanos mas bom alimento para os pássaros e insetos. Suas folhas são longas, longilíneas, brilhantes e lisas. Uma bela planta e muito resistente a tempo impetuoso. Boa companhia para pessoas inseguras.
Ju Alves

Simulacro III - conceitos

Simular: fazer de conta, fingir, aparentar. Verbo do qual se deriva o conceito de simulacro, fundamental à análise de certas características de nossa modernidade tardia. Assim, o que se veio afirmando até aqui foi que os meios de comunicação constroem, atualmente, simulacros da realidade, através de imagens que intentam não só representar o mundo, mas, quase num passe de mágica, substituí-lo. O simulacro, pois, é colocado no lugar da própria coisa, repousando, sua aparente vantagem, no fato de possuir mais atrativos do que ela.
João Francisco Duarte Jr.
a realidade passa a ser secundária em relação à imagem que a reconstitui enquanto simulação. A experiência é de uma irrealidade vertiginosa que nem sequer chegamos a admitir. (…) O que importa é a transformação do acontecimento em imagens, assim como a presença das câmaras de televisão pela cidade reconhece fatos e testemunhos … conferindo-lhes uma hiper-realidade que, na tela, é incontestável. O prestígio da imagem significa que substituímos a experiência por representações.
Eduardo Neiva Jr.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Simulacro II - imagens

Simulacro I

Textos do ensaio do dia 09/08:
Lembrei que quando eu era criança, passeava pelo jardim da casa da minha avó comendo flores. Os beijinhos eram as flores que eu mais gostava, pois suas pétalas eram suaves e macias. Também gostava muito daquelas amarelinhas bem pequenas, porque cabiam várias na boca de uma vez só. Um dia comi um copo de leite quase morri. Então tomei um copo de leite e fui salva.
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Uma mulher no jardim com os pés enterrados na terra. Um corpo planta formado por uma rede de veias e artérias que recebem seiva e sol. Plantas de plástico representam a vida que se perdeu, natureza morta (as flores de plástico não morrem?). Simulação de cores e cheiros, de texturas e sabores. Simulação da experiência do real. Em quem ou o quê devo acreditar?
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Uma mulher perfumada. Burrifadores de Glade nos muros do jardim infestam o ar com aroma de alfazema. Um pássaro de plástico pousa no dedo da mulher e canta. Um canto que sai de uma caixa de som ruidosa instalada em algum lugar. Refletor de luz aquecendo o corpo da mulher com seus raios de sol. Um gato e um cogumelo de gesso enfeitam o lugar. O jardim se enche de vida!!!
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Amaciante de flores do campo. Tempero artificial sabor galinha. Detergente de maçã. Suco em pó de graviola. Perfex com cheirinho de limão. Sabão de côco. Desinfetante de pinho. Batata frita sabor churrasco. Sabonete de alecrim. Bolachas amanteigadas sabor artificial de nata. (…)
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Na cozinha há frutas e bebidas sobre a mesa. Pétalas de flores do campo lavam o chão, caídas dos azulejos das paredes. Borboletas das mais lindas cores preenchem o lugar. A mulher come pétalas de flores sobre um prato florido enquanto assiste o noticiário na TV. E dança. Dança as flores, as frutas, o noticiário e a borboleta. E começa a duvidar que existe de verdade.
DSCI1038

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Um Banho com Nando Reis.

o que me diz o banheiro?
entrei nesse comodo hoje para ver o que ele me dizia… nada não me diz nada, é um comodo tão comum que não me vem nada, então sento na banheira e fico olhando, ainda muito comum ocopar a banheira, o meu olho alcança o box… uma vontadezinha se acende me encaminho até ele e penso como seria DANÇAR naquele espaço tão pequeno.
não tem um chuveiro, isso já me interessa, entro e vejo o que acontece com um MP3 nos ouvidos bem alto canto e danço como se etivesse sozinho naquele lugar.
o que te passa?

posto então esse video para começar uma ideia. ( com participação da Isabel Carolina…. a Bel )