Espaço de discussão e reflexão sobre a experiência do olhar e suas reverberações no corpo na construção/remontagem do espetáculo exposição "IN-REAL acontecimentos poéticos" da desCompanhia de dança.
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sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Acontecimento - Dane Rudhyar

Pode-se dizer, aliás, que não é o evento que acontece à pessoa, mas a pessoa é que acontece ao evento. Dane Rudhyar

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Estética & Ética

Paulo Freire, em Pedagogia da Autonomia (1996), nos fala de uma dimensão estética e uma dimensão ética da prática pedagógica. É comum pensar que a ética lida somente com os julgamentos de valor ético, bom e mau, e a estética somente com os julgamentos de valor estético, o feio e o belo. Entretanto, ética e estética são inseparáveis, pois ambas lidam com a dimensão criativa e relacional do ser humano. Ética e estética são dimensões concretas da atividade humana que aparecem na relação de pessoas concretas agindo e transformando o mundo e sendo, neste movimento, continuamente transformados. Ética e estética pressupõem e engendram, desta forma, processos criativos sem os quais as pessoas jamais poderiam circunscrever suas emoções e seus valores. (Formação estética de professores(as) e atualidade: algumas reflexões finais – 5 parágrafo)

ZANELLA, A.V. ; CABRAL, Marcelo Grimm ; ROS, Sílvia Zanatta da ; URNAU, L. C. ; TITON, A. P. ; WERNER, Francyne Wolff ; SANDER, L. ; MAHEIRIE, Kátia . Relações estéticas, atividade criadora e constituição do sujeito: reflexões sobre a formação de professores(as). Cadernos de Psicopedagogia (UNISA), v. 06, p. 00-06, 2006.

Imaginar é humanizar-se ;)

Assim como criação, experiência estética e artística são necessidades humanas. Yiuki

“Toda atividade humana que não se limite a reproduzir fatos ou impressões vividas, mas que crie novas imagens, pertence a esta segunda função criadora ou combinadora. O cérebro não se limita a ser um órgão capaz de conservar ou reproduzir nossas experiências passadas, é também um órgão combinador, criador, capaz de reelaborar e criar com elementos de experiências passadas novas normas e possibilidades... É precisamente a atividade criadora do homem que faz dele um ser projetado para o futuro, um ser que contribui ao criar e modifica seu presente.” (ibid, 1990, p.9)

sábado, 27 de outubro de 2012

Bel, mergulhe nessas palavras da Marcia Tiburi

"[...] ao entrar na memória, se está no lugar de uma construção-destruição. Vernant conta que este exercício tinha, para os gregos, a função de purificar a alma "concentrando-a, recolhendo-a em si mesma a partir de todos os pontos do corpo, de modo que assim reunida e isolada ela possa desligar-se do corpo e evadir-se" É esta a concentração do corpo que é preciso reter quando se pensa o que fazer com a memória, no que ela significa como potência de experiência." ( DIÁLOGOS-DANÇA, carta de Marcia Tiburi, p.121)
bjs
Cintia


terça-feira, 16 de outubro de 2012

Cena da Varanda

des, compartilho abaixo um texto do Nietzsche. Para mim, às vezes uso subtexto pessoal, oculto em camada profunda que não procuro compartilhar tal como ele é, no entanto gosto de deixar indícios sutis - afinal sutileza e elegância se dialogam entre si e são virtudes que admiro muito. Também percebo que a beleza é uma cortesia inerente ao trabalho artístico que costumo buscar. Mas quando uso esse termo, o conceito é relativo e amplo de interpretação, por isso vou explicar melhor o meu entendimento. Depois de um bate-papo com o Fernando Dourado, nosso iluminador, tenho refletido que beleza é algo que revela a Verdade - com V maiúsculo. Dessa maneira, percebo que há uma alquimia do feio para o belo. Esse encantamento acontece quando o feio revela algo sublime e ilumina o nosso olhar em relação ao mundo. Tornam-se belo - uma beleza que o tempo não consegue desgastá-lo. Acredito que a arte consegue fazer essa transmutação estética. E o interessante disso tudo, é que tanto na vida como na arte, o belo que revela o falso se torna feio e asqueroso. Acredito que o ser humano em geral não admira isso. Atrás da plasticidade das sombras projetadas no chão que tenho trabalhado na Casa Selvática, existe algo velado que é o limite da varanda, num sentido nada morbido, muito pelo contrário, quando estou nela, no limiar do “precipicio”, vejo a vida passar numa contemplação.

“Na varanda não há destino, cada pessoa abre o seu portal, é um espaço à parte do mundo. Ela fica na divisa entre o externo e o interno. Pisando nela, o tempo é a penumbra e pode ser recriado. Tudo se implode em si mesmo. Nesse lugar desviado da realidade, o mundo é o que decidimos escolher. Enxergar o que não se pode tocar. Negar o que é real. Ousar, avançar e cair no precipício. Asas do Ícaro que se derretem. Nada e tudo se fundem num devir do IN-REAL. Eu imagino o sorriso do Ícaro durante a sua queda” Yiuki Doi

“E se um dia ou uma noite um demônio se esgueirasse em tua mais solitária solidão e te dissesse: “Esta vida, assim como tu a vives agora e como a viveste, terás de vivê-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes; e não haverá nela nada de novo, cada dor e cada prazer e cada pensamento e suspiro e tudo o que há de indizivelmente pequeno e de grande em tua vida há de te retornar, e tudo na mesma ordem e seqüência – e do mesmo modo esta aranha e esta luar entre as árvores, e do mesmo modo este instante e eu próprio. A eterna ampulheta da existência será sempre virada outra vez – e tu com ela, poeirinha da poeira!” – Não se lançaria ao chão e rangerias os dentes e amaldiçarias o demônio que te falasse assim? Ou viveste alguma vez um instante descomunal, em que lhe responderias: “Tú es um deus, e nunca ouvi nada mais divino! Se esse pensamento adquirisse poder sobre ti, assim como tu és, ele te transformaria e talvez te triturasse; a pergunta, diante de tudo e de cada coisa: “Quero isto ainda uma vez e ainda inúmeras vezes?” pensaria como o mais pesado dos pesos sobre teu agir! Ou então, como terias de ficar de bem contigo mesmo e com a vida, para não desejar nada mais do que essa última, eterna confirmação de chancela?”

Friedrich Nietzsche (1844-1900)

OBRAS INCOMPLETAS – Página 208
Seleção de textos de Gérald Lebrun
Tradução e notas de Rubens Rodrigues Torres Filho
Abril Cultura, 1983
Os Pensadores

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Ocupar espaços x Abrir e construir espaços.

Outro dia tomando cerveja com o Deferson Melo, ele compartilhou um aprendizado que teve com um professor de butoh: Existe uma diferença entre ocupar espaços e abrir/construir espaços. Adorei essa dica! [ ]sss

Yiuki

O mais importante da foto…. Pierre Poulain

“… o mais importante da foto é o invisível: a emoção, o sentimento, a nostalgia, a harmonia”. Pierre Poulain

Eu já tinha compartilhado essa frase acima com vocês, mas somente com uma reflexão. Ainda não consigo entender a relação entre:

  • Oferecer imagem;
  • Oferecer metáfora;
  • Oferecer o invisível.

As vezes fico pensando demasiadamente. Rsss

Bjss e t daqui a pouco.

Yiuki

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Imaginação x Moral – Gaston Bachelard

des, gosto desse pensamento do Bachelard. É um dos motivos que imaginar é necessário numa sociedade. Também percebo que ela pode mover o ser humano mais do que a realidade. Afinal, sinto que entre sonho e realidade, existe um elo conector que é a imaginação. Não sou bom em referência e bibliografia*, mas sei que na infancia precisamos estimular a imaginação, depois, na adolescência, essas imagens precisam ser vivênciadas por esses futuros cidadões. Bom, esse pensamento possui relação com o questionamento nosso de para que serve a nossa arte nesse mundo? Por quê a poesia nos interessa como linguagem cênica? Tem um termo japonês que eu adoro: O inútil util. Para vocês faz sentido esse termo? Para mim faz muito sentido. Bjsss. Yiuki

“Os moralistas gostam de falar-nos da invenção em moral, como se a vida moral fosse obra da inteligência! Que nos falem antes do poder primitivo: a imaginação moral. É a imaginação que deve fornecer a linda das belas imagens ao longo da qual há de correr o esquema dinâmico que é o heroísmo. O exemplo constitui a própria causalidade moral. Porém, mais profundo ainda que os exemplos oferecidos pelos homens, é o exemplo fornecido pela natureza. A causa exemplar pode converter-se em causa substancial quando o ser humano se imagina de acordo com as forças do mundo. Quem tentar igualar sua vida à sua imaginação sentirá crescer em sí nobreza ao sonhar a substância que sobe, ao viver o elemento aéreo em sua ascensão.” Bachelard (Livro: O Ar e os Sonhos | capítulo: Os trabalhos de Robert Sesoille | Editora Martins Fontes | 1ª Ed. | P.112)

“O ser imaginante e o ser moral são muito mais solidários do que pensa a psicologia intelectualista, sempre pronta a considerar as imagens como alegorias. A imaginação, mais que a razão, é a força da unidade da alma humana. (Autor: Gaston Bachelard | Livro: O Ar e os Sonhos | capítulo: Nietzsche e o psiquismo ascensional | Editora Martins Fontes | 1ª Ed. | P.153)

“A imaginação, princípio primeiro de uma filosofia idealista, implica que se introduza o sujeito, todo o sujeito, em cada uma de suas imagens. Imaginar-se um mundo é tornar-se responsável, moralmente responsável, por esse mundo. Toda doutrina da causalidade imaginária é uma doutrina da responsabilidade.” Bachelard. (Livro: O ar e os sonhos, capítulo: A queda imaginária, página 93)

* Talvez Platão, na República… não sei… preciso pesquisar.

domingo, 26 de agosto de 2012

O que há de novo na modernidade

Para a des e especialmente para a Ju por trazer no seu discurso a tensão entre o artificial e o natural.
- uma reflexão sobre a ética moderna

Marx define o moderno pela abstração e pela dualidade (efêmero-eterno) da vida moderna. [...] apela constantemente para a natureza extraviada, perdida, quebrada pela cisão, pela cultura e pelo conhecimento, pelo poder que o homem ganha sobre ela e que faz o homem; natureza que o homem deverá reencontrar depois de tê-la metamorfoseado através da dura prova de abstração, levada ao extremo pela sociedade burguesa.
bjs da dire
Cintia

Varanda

des, compartilho a sensação que ficou no último laboratório na varanda da Casa Selvática.

Na varanda não há destino, cada pessoa abre o seu portal, é um espaço à parte do mundo. Ela fica na divisa entre o externo e o interno. Pisando nela, o tempo é a penumbra e pode ser recriado. Tudo se implode em si mesmo. Nesse lugar desviado da realidade, o mundo é o que decidimos escolher. Enxergar o que não se pode tocar. Negar o que é real. Ousar, avançar e cair no precipício. Asas do Ícaro que se derretem. Nada e tudo se fundem num devir do IN-REAL.

Yiuki Doi

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Balões para Bel

Bel, presenteio uma estampa de camisa que eu fiz quando estagiei numa fábrica de pijamas. A estampa foi inspirada no conto O Balão de Benny do Michael Code. Bom, como você tem trabalhado memórias na Casa Selvática resolvi compartilhar esse conto lindo contigo. Bjsss. Yiuki

Benny tinha setenta anos quando morreu subitamente de câncer, em Wilmette, Illionis. Como sua neta de dez anos, Rachel, nunca tivera oportunidade de dizer adeus, ela chorou durante vários dias. Mas depois de receber um grande balão vermelho em uma festa de aniversário, voltou para casa com uma idéia, uma carta para o vovô Benny, enviada para o céu em seu balão. A mãe de Rachel não teve coragem de dizer não e observou com lágrimas nos olhos o frágil balão subir por entre as árvores que cercavam o jardim e desaparecer. Dois meses depois, Rachel recebeu esta carta com carimbo do correio de uma cidade a 900 quilômetros de distância, na Pensilvânia: "Querida Rachel, Vovô Benny recebeu a sua carta. Ele realmente a adorou. Por favor, entenda que coisas materiais não podem ficar no céu, por isso tiveram que mandar o balão de volta para a Terra, eles só guardam os pensamentos, as lembranças, o amor e coisas desse tipo no céu. Rachel, sempre que você pensar no vovô Benny, ele saberá e estará muito perto, com um amor enorme por você. Sinceramente, Bob Anderson (também um vovô)"

(Autor: Michael Cody)

Extraído do livro "Histórias para Aquecer o Coração"

meninas e balões

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Simulacro III - conceitos

Simular: fazer de conta, fingir, aparentar. Verbo do qual se deriva o conceito de simulacro, fundamental à análise de certas características de nossa modernidade tardia. Assim, o que se veio afirmando até aqui foi que os meios de comunicação constroem, atualmente, simulacros da realidade, através de imagens que intentam não só representar o mundo, mas, quase num passe de mágica, substituí-lo. O simulacro, pois, é colocado no lugar da própria coisa, repousando, sua aparente vantagem, no fato de possuir mais atrativos do que ela.
João Francisco Duarte Jr.
a realidade passa a ser secundária em relação à imagem que a reconstitui enquanto simulação. A experiência é de uma irrealidade vertiginosa que nem sequer chegamos a admitir. (…) O que importa é a transformação do acontecimento em imagens, assim como a presença das câmaras de televisão pela cidade reconhece fatos e testemunhos … conferindo-lhes uma hiper-realidade que, na tela, é incontestável. O prestígio da imagem significa que substituímos a experiência por representações.
Eduardo Neiva Jr.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Rotina

O que a rotina pode trazer de poético, seja melancórico ou alegre. Hoje na casa selvática interagi com o espaço (quartos e banheiro) escutando a música abaixo:

A noite recordei um episódio de algumas semanas atrás:

TETO BRANCO
Deitei na cama e vi o teto branco.
Levei um susto. Como tinha esquecido dele?
Off no computador, desligo a luz, entro na cama.
O despertador toca, pego a toalha, um banho.
Uma soneca de tarde. Penso, preciso trabalhar...
Ficar de bobeira na cama é raro.
Um livro sempre é uma boa companhia.
Sei, a solidão faz ocupar o tempo.
E quando a melancolia me toma,
Prefiro estar de bruços e olhos fechados.
Deitei na cama e reparei no teto branco.
Há quanto tempo não sinto essa brancura?

Yiuki Doi

LETRA DA MÚSICA:
Perspective (Yellow Magic Orchestra)

Every day I open the window
Every day I brush my teeth
Every day I read the paper
Every day I see your face

In the gleam of a brilliant twilight
I see people torn apart
From each other
Maybe that's their way of life

Every day I ride in cars
Every day I watch TV
Every day I write my diary
Every day I go to sleep

In the gleam of a brilliant twilight
I see people torn apart
From each other
Maybe that's their way of life

Every day I open the window
Every day I brush my teeth
Every day I read the paper
Every day I see your face

Every day I ride in cars
Every day I watch TV
Every day I write my diary
Every day I go to sleep

segunda-feira, 30 de julho de 2012

ode à beleza

Citações lidas no ensaio da des, retiradas do livro “O sentido dos sentidos – a educação do sensível” de João Francisco Duarte Júnior
“em meu próprio campo observo… que hoje o inconsciente mais significativo, o fator que é o mais importante, porém menos reconhecido no trabalho de nossa cultura psicológica poderia ser definido como ‘beleza’, pois é isso o que é ignorado, omitido, ausente. O reprimido, portanto, não é o que habitualmente supomos: violência, misoginia, sexualidade, infância, emoções e sentimentos ou até mesmo o espírito, que recebe seu tratamento nas práticas de meditação. Não, o reprimido hoje é a beleza.”
“Queremos o mundo porque ele é bonito, seus sons, seus cheiros e suas texturas, a presença sensorial do mundo como um corpo. Resumindo, por baixo da crise ecológica está a crise mais profunda do amor: que nosso amor tenha abandonado o mundo, que o mundo esteja desamado, é o resultado direto da repressão da beleza, de sua beleza e de nossa sensibilidade para ela. Para que o amor retorne ao mundo, é preciso, primeiramente, que a beleza retorne, ou estaremos amando o mundo só como uma obrigação moral. (…) A beleza antes do amor também está de acordo com a experiência demasiado humana de sermos levados ao amor pelo encantamento da beleza.”
James Hillman – Cidade e Alma

domingo, 22 de julho de 2012

sobre processo de criação

gente, esse blog é muito bom
Aí vai um texto extraído desse blog para refletirmos um pouco sobre nosso procedimento criativo.

José Régio e a pintura – do blog CyberCultura e Democracia Online
J Francisco Saraiva de Sousa
[...] a pintura realista no "sentido de fotográfica" perdeu a sua razão de ser quando os vanguardistas descobriram que o homem «nada pode ver senão através de si», isto é, que ele «não pode exprimir senão exprimindo-se». A arte é precisamente esta expressão de si do artista e do seu mundo interior.
A partir do momento em que se libertou do ideal da pintura realista, o pintor moderno - Cézanne, por exemplo - abriu novos mundos - uns sonhados, outros nem sequer sonhados - ao mundo já-existente, atendendo menos à memória do que à imaginação - a transposição estética de João Gaspar Simões! - que desfigura, transfigura e reconfigura livremente os dados fornecidos pela primeira, de modo a descobrir novas possibilidades de existência. O repúdio pelo mecanismo fotográfico leva José Régio a substituir o conceito de imitação, consagrado pela estética de Aristóteles, pelo conceito de expressão. Ora, se a arte moderna é a expressão do mundo interior de uma individualidade artística, então a relação triangular entre o artista, a obra e o seu público altera-se substancialmente: a tendência para rever num quadro qualquer coisa já vista continua a ser mais ou menos satisfeita, desde que o artista e os espectadores tenham consciência de que é «a animação das formas, o interior das coisas, que gera o momento de arte». A arte moderna age formando uma nova sensibilidade estética: «só pela sua intimidade com o mundo exterior o essencial desse mundo» se revela ao artista e ao público da sua obra, e «só por meio do seu próprio mundo interior» podem eles atingir tal intimidade. Esta intimidade com o mundo exterior até pode ser uma ilusão do artista, na medida em que ele pode ser levado a ver nas coisas e nos seres o que lhes fornece, mas, mesmo neste caso, «nenhuma ilusão tem mais o direito a ser tratada como verdade»: «o pintor moderno escolhe de entre o incomensurável jogo de linhas, formas e cores que se lhe oferecem aos olhos, as linhas, formas e cores que lhe sejam mais simpáticas. Assim arremeda, inventa, deforma, re-cria, descobre a realidade - vendo-a conforme lhe for mais natural vê-la, concebendo-a conforme lhe for mais próprio concebê-la: Uns sobretudo com a sua inteligência, outros sobretudo com a sua sensibilidade, outros igualmente com uma e outra».
«Toda a obra de arte apresenta um duplo carácter em indissolúvel unidade: é expressão da realidade, mas ao mesmo tempo cria a realidade, uma realidade que não existe fora da obra ou antes da obra, mas precisamente apenas na obra» ( Karel Kosik)

beijos
Cintia

A Poética da Casa - Gaston Bachelard

Oi des,
mais uma fonte de inspiração. "A Poética do Espaço" de Gaston Bachelard tem muito material inspirador para a nossa pesquisa. Aí vai um pouco:

«A casa é uma das maiores forças de integração para os pensamentos, as lembranças e os sonhos do homem. Nessa integração, o princípio de ligação é o devaneio. (...) Sem ela, o homem seria um ser disperso. Ela mantém o homem através das tempestades do céu e das tempestades da vida. É corpo e é alma. É o primeiro mundo do ser humano. Antes de ser "jogado no mundo" (...), o homem é colocado no berço da casa.» (Gaston Bachelard)

tem muito mais
beijos
Cintia